Destacados ganhos na emancipação da mulher e estabilidade das famílias
11/01/2024 16:37 em Notícia

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, destacou, quarta-feira, em Luanda, os ganhos alcançados pela Organização da Mulher Angolana (OMA) em prol da emancipação da mulher e da estabilidade das famílias angolanas.

Luísa Damião, que discursava no acto central em alusão aos 62 anos de existência da OMA, assinalados ontem, fez saber que, ao longo do tempo, tais conquistas tornaram a organização feminina do partido no poder num baluarte da integridade social da mulher angolana, assim como uma fiel defensora de uma sociedade cada vez mais justa, solidária e inclusiva.

“Passados 62 anos, a OMA é, cada vez mais, uma organização que nos orgulha, madura e bastante experiente, com uma trajectória histórica marcante, que apenas se assemelha à trajectória histórica do nosso glorioso MPLA”, frisou. Ao referir-se sobre o lema das comemorações “Mulher angolana: Comprometida com o Desenvolvimento Socioeconómico do país”, um tema que definiu como actual e que é, também, prioridade no país, olhando para a questão da diversificação da economia, Luísa Damião salientou que, sem dúvidas, as mulheres são as promotoras do desenvolvimento, e que a OMA continua a lutar incessantemente para atingir a igualdade de género e o empoderamento da mulher, dois factos que trazem, com certeza, vantagens para a sociedade.

Por isso, acrescentou, o país tem estado a fazer avanços significativos no sentido de proporcionar a plena e efectiva participação das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança a todos os níveis de tomada de decisão, quer  na vida política, como na económica e social.

“Nós somos produto desta grande organização feminina, por isso devemos honrar sempre esta organização, que se dedica todos os dias a lutar pelos direitos das mulheres”, ressaltou, reiterando que a aposta na mulher e nos jovens é um facto no Executivo liderado pelo Presidente da República, João Lourenço, e no partido no poder.

Estas oportunidades, continuou, imputam responsabilidades às mulheres, em particular à OMA, que deve continuar a trabalhar para assegurar as conquistas alcançadas pelo partido e a nível do Executivo. O trabalho, segundo a número dois do partido no poder, deve ser no sentido de se continuar a mobilizar e sensibilizar as raparigas e as mulheres a aproveitarem a igualdade de oportunidades no acesso à educação, à formação técnico-profissional e aos cuidados de saúde, promovidos pelo Estado e seus parceiros para que, à semelhança dos homens, nenhuma mulher seja deixada para trás.

Entre as várias mulheres presentes no acto, algumas fazem parte do Conselho de Honra da organização feminina. Luísa Damião rendeu homenagem às que chamou de “mães e heroínas”, como Deolinda Rodrigues, Engrácia dos Santos, Irene Cohen, Lucrécia Paim, Teresa Afonso e outras anónimas, por terem deixado um legado “digno de louvor”, que as novas gerações têm a responsabilidade de assegurar com o apoio de todas as dirigentes, responsáveis, quadros, militantes, simpatizantes e amigas da OMA.

Apelos à organização 

Face aos vários desafios que se impõem a nível global, como as crises económicas, desequilíbrios ambientais como a seca, estiagem, enchentes, Luísa Damião disse ser preciso que as lideranças da organização sejam permeáveis aos novos saberes, às novas formas de leitura, de abordagem e de intervenção sobre as diferentes problemáticas inerentes à mulher, considerando assim as especificidades etárias.

“Actualmente, a luta contínua, não mais no campo da guerrilha, mas noutras frentes de actuação, como na promoção da literacia feminina e erradicação do analfabetismo, no empoderamento económico e político da mulher, na emancipação da mulher rural, na consciencialização para a prevenção das doenças infecto-contagiosas e degenerativas como o HIV-Sida e diferentes tipos de cancro, na resiliência ambiental e na participação social da mulher”, frisou.

A segunda líder do partido no poder reiterou que uma das principais batalhas que a OMA deve reassumir é a capacidade de conduzir e liderar as narrativas sociais, assim como a opinião social, inerentes ao mundo feminino em Angola, e chamar para si o protagonismo e a liderança dos movimentos de mulheres, sobretudo no mundo informal. “Lá onde existir um número significativo de mulheres, deve estar presente a acção da OMA”, ressaltou.

Grandes desafios da OMA

A secretária-geral da OMA, Joana Tomás, afirmou que a organização feminina, apesar de ser política, tem  uma responsabilidade social muito grande, olhando também para os dados demográficos no país que apontam que as mulheres são a maioria e sobre estas recai uma grande responsabilidade.

Joana Tomás fez referência à  questão da fuga à paternidade, um dos problemas que muito preocupa a OMA.

Outro grande desafio, segundo a secretária-geral da OMA, são os casos de abuso sexual de menores, entre meninas e rapazes, jovens, e também  de idosos, situações que, referiu, a organização tem vindo a assistir com alguma preocupação, e repudia o aumento de números de casos desta natureza.

Joana Tomás lançou um apelo aos órgãos judiciais para que casos desta natureza sejam  julgados com alguma celeridade e as medidas contra os agressores sejam mais duras.

Para Joana Tomás, uma outra responsabilidade que a OMA assume tem a ver com a alfabetização, tendo em conta que cresce o número de jovens analfabetos em todo o país. Neste âmbito, disse que a organização tem trabalhado com as comunidades no combate ao analfabetismo e também na saúde reprodutiva da mulher.

Uma parceria de longa data

Presente no acto, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, apontou a parceria com a OMA como sendo de longa data, e que alcançou um patamar nacional e internacional pelos seus feitos.

Segundo a ministra, a OMA é uma organização que dá formação e tem gerações de mulheres que nasceram no seu seio, o que fez com que se impulsionasse a criação da então Secretaria de Estado para a Promoção da Mulher, que depois evoluiu a Ministério para o Desenvolvimento da Mulher, Ministério da Família e Promoção da Mulher e, hoje, Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.

Apesar dessa evolução, Ana Paula do Sacramento Neto referiu que não se perdeu o “arquivo”, nem se perdeu de vista aquelas mamãs que estiveram na base da criação do Ministério. “É com a sabedoria dessas mulheres que nós, as mais novas, temos vindo a tratar das questões, e com os conselhos encontrar o melhor caminho para dar tratamento a todas as questões  que tem a ver com violência doméstica e outras”, sublinhou a ministra.

Entre os convidados ao acto central das comemorações do Dia da OMA estiveram o segundo secretário provincial do partido, em Luanda, Ermelindo Pereira, que proferiu a mensagem de boas-vindas, em representação do primeiro secretário de Luanda, Manuel Homem, o primeiro secretário nacional da JMPLA, Crispiniano dos Santos, e membros do Bureau Político do MPLA, do Comité Central, do Comité Nacional da OMA, do Conselho de Honra da OMA, representantes de igrejas e da sociedade civil.

 

 

 

 

 

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JA

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